Gaguez em Adultos

“Tenho 19 anos e sempre gaguejei muito…”

“Quando fico nervoso começo a gaguejar…”

Todas as pessoas têm momentos em que não falam de forma fluente, podendo adicionar “ah” ou “sabe” ao que vai dizer. Ou, podemos dizer um som ou palavra mais que uma vez, a isto chama-se difluências.

Pessoas que gaguejam podem ter mais difluências e diferentes tipos de difluências. Elas podem repetir partes das palavras (repetições), prolongar o som por um longo período de tempo (prolongamentos) ou ter dificuldade em emitir uma palavra (bloqueios).

A gaguez não é só caracterizada por difluências, mas pode incluir também tensão, movimentos associados e sentimentos negativos sobre a sua fala. Isso pode comprometer a forma como a pessoa que gagueja conversa com os outros.

O gago pode evitar certas palavras ou situações. Por exemplo, pode não querer falar ao telefone se isso o fizer gaguejar mais.

A gaguez pode mudar de dia para dia do gago, este pode ter momentos em que é fluente e momentos em que gagueja mais. Ansiedade ou excitação podem levar a gaguejar mais.

Objetivos da Terapia da Fala na gaguez:

  • Reduzir a frequencia da gaguez;
  • Eliminar/reduzir os movimentos associados à Gaguez;
  • Reduzir o medo de gaguejar;
  • Melhorar as competencias comunicativas do gago (falar em publico, entrevistas, situações sociais…).

Taquifemia

A taquifemia caracteriza-se por um débito de palavras no discurso bastante elevado, com excesso de repetições, reduzida perceção do problema, tempo de atenção diminuído, alterações da perceção e dificuldades na organização do pensamento.

Pode estar associada à gaguez e acarretar articulação imprecisa, excesso de difluências, alterações na prosódia, bem como diminuição da inteligibilidade do discurso, podendo afetar a capacidade comunicativa do indivíduo.

 

Sinais de alerta

 

• Repetições de sons e sílabas;

• Prolongamentos de sons;

• Interjeições;

• Palavras partidas (por ex., pausas dentro de uma palavra);

• Bloqueio audível ou silencioso (por ex., pausas preenchidas ou não preenchidas na fala);

• Circunlocuções (substituições de palavras para evitar as que são problemáticas);

• Palavras produzidas com excesso de tensão física visível;

• Repetições de palavras monossilábicas completas (por ex., “Eu-eu-eu vou”).


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